O Crescimento do Coworking no Brasil: Um Panorama Atual

O mercado de coworking no Brasil vive uma fase de expansão acelerada, impulsionado por transformações profundas nas formas de trabalho e por uma demanda cada vez maior por flexibilidade, networking e ambientes de alta qualidade. Segundo dados recentes do Censo Coworking realizado pela Woba, o número de espaços cresceu significativamente, refletindo uma tendência clara de consolidação desse modelo no país.

Em 2024, o Brasil registrou um aumento de cerca de 20% no total de coworkings, saltando de 2.443 para aproximadamente 2.986 unidades. Já entre 2023 e 2024, esse crescimento foi ainda mais expressivo, com uma alta de 30,14%, segundo os mesmos levantamentos.

Esse movimento não se concentra apenas nas grandes cidades: mesmo assim, é visível a forte presença nas capitais. Por exemplo, no Censo de 2024, 58,5% dos espaços estão localizados em capitais brasileiras, com São Paulo liderando o ranking. Minas Gerais e Rio de Janeiro também se destacam entre os estados com mais coworkings.

Além disso, um dado interessante: mais de 29% dos novos coworkings em 2024 foram integrados a empreendimentos residenciais, mostrando uma forte tendência de convergência entre moradia e trabalho. Essa integração não só reforça a praticidade para os usuários, como também abre novas frentes para o setor imobiliário, com projetos residenciais que valorizam espaços comuns e colaborativos.

Outro ponto relevante é a diversificação dos serviços oferecidos por esses espaços: não são mais apenas estações de trabalho. Muitos coworkings têm investido em salas de reunião, ambientes para eventos e até facilidades para comunidades, respondendo a diferentes demandas profissionais.

Em termos financeiros, os coworkings brasileiros também mostram saúde econômica. De acordo com o Censo de 2023, o faturamento médio anual de um espaço típico gira em torno de R$ 305 mil, com lucro médio de R$ 115 mil.

Por fim, olhando para o futuro, as projeções são otimistas. Pesquisas de mercado apontam para uma taxa de crescimento anual composta (“CAGR”) de mais de 11% entre 2025 e 2030 para o setor de coworking no Brasil. Essa expansão prevista reforça o papel cada vez mais estratégico dos escritórios flexíveis na nova economia do trabalho.

Quem mais usa coworking no Brasil?

  • Profissionais autônomos (advogados, corretores, arquitetos, designers).
  • Empreendedores e startups.
  • Times de tecnologia.
  • Consultores e prestadores de serviço.
  • Empresas em expansão que precisam de estrutura sem alto custo.
  • Times híbridos que alternam casa/escritório.

Vantagens do coworking para times híbridos:

Espaços flexíveis, usados apenas nos dias necessários.

Infraestrutura pronta, sem preocupação com manutenção, internet, limpeza, café ou mobiliário.

Salas de reunião sob demanda, perfeitas para encontros semanais.

Ambiente neutro, que recebe membros de diferentes cidades.

Custo variável, evitando aluguel fixo de escritório.

Como coworkings ajudam pequenas empresas a reduzir custos:

Elimina aluguel tradicional (que exige fiador, reformas e contratos longos).

Reduz custos com internet, energia, limpeza, recepção e segurança.

Evita gastos com compra de móveis e manutenção.

Permite aumentar ou reduzir estações conforme o crescimento da equipe.

Profissionaliza o atendimento usando salas de reunião com estrutura premium.

5 motivos para trocar o home office pelo coworking:

  1. Mais foco – longe das distrações de casa.
  2. Rotina organizada – você entra no modo trabalho mais rápido.
  3. Networking natural – novas oportunidades surgem todos os dias.
  4. Estrutura completa – internet rápida, café, salas, impressões.
  5. Separação entre vida pessoal e profissional – maior equilíbrio e menos estresse.

Como o coworking melhora a produtividade:

  • Você trabalha perto de pessoas produtivas (o famoso “efeito do ambiente”).
  • O espaço é planejado para concentração.
  • A rotina fica mais leve e menos solitária.
  • A mente associa o coworking ao momento de produzir.
  • O ambiente profissional estimula disciplina, mesmo nos dias de baixa energia.

Conclusão:

O crescimento do coworking no Brasil não é apenas um momento, é uma tendência estruturada. A combinação entre aumento de unidades, inovação nos formatos (como coworkings residenciais), diversificação de serviços e bons resultados financeiros mostra que esse modelo veio para ficar. Para empreendedores, profissionais autônomos e empresas que buscam flexibilidade, os coworkings se consolidam como uma das melhores alternativas para o trabalho moderno.

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